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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Paira ...

Pairas no vento,
Como uma folha embalada
Por uma canção.
Esqueces o momento,
Quando és chamada
À razão.

És tu e eu.
Dedicados às palavras,
Das mentes complexas.
Desprovidos da inocência
Fazemo-nos entender,
Por palavras anexas
O que vai na nossa consciência.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Fim

Quando te olho nos olhos,
Posso ver que algo ficou.
Apesar de nada durar para sempre,
Sei que ainda não passou.
Sinto-me congelado,
Um arrepio, sempre que tocas em mim.
Não há nada em ti que me passe ao lado,
Mas, querida, tudo tem um fim.
Fim

terça-feira, 1 de julho de 2008

Realidade fictícia

Se fosse um sonho real.
Nem que por um momento
Pensasse que tivesse acontecido,
Saberia imediatamente aquilo que tinha perdido.
Um sonho ...
Perdes-te em algo que não existe
E quando acordas sabes que nunca,
Mas nunca, lá pertenceste.
Cada vez que acordas nada muda.
Tudo o que conheceste permanece igual.
Perdes o sentido da corrente
E deixas-te tomar pelo banal.
Para mais uma vez, acordares
E saberes, que não mudaste nada.
Não lutas pelo que queres,
Apenas sonhas aquilo que desejas
Não é assim que o teu mundo ergues,
Não é assim o mundo que quero que vejas.

domingo, 8 de junho de 2008

Contraste

Contrastas as cores vivas,
E dás um sentido ao neutro em que vives.
Reformulas o normal,
Tornas o difícil de aceitar
Em óbvio de se entender.
Assim, crias a harmonia,
Obscura e estranha,
Enquanto sobes a fasquia.
Recrias o teu ambiente
Numa sensação perdida,
Limpando a mente de quem te rodeia
És tu, tristeza,
Que toda a gente odeia.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Vultos na noite


Somos os vultos na noite escura
Quando os nossos lábios se tocam.
Com ódios de relação insegura,
Os olhares provocam,
Sentimentos de ternura.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Papel

Tens o pedaço de papel esquecido?
Com poucas letras disse tanto,
E com frases sem sentido
A poucas palavras te mostrei,
Aquilo que não viste,
Sei que não sou poeta, talvez rei
Daquilo que não existe.

domingo, 20 de abril de 2008

Lua & Sol

Carta do Sol à Lua:
"Se é raro eu te ver,
A culpa é do universo.
Porque quando nos unimos
Lindos e fortes como nunca nos sentimos.
O Mundo vê o anel de fogo,
Somos separados por muito tempo,
Porque a Natureza castigou-nos
Para nos unir naquele pequeno momento.
E sermos amantes como nunca fomos."

sábado, 19 de abril de 2008

Beijo do silêncio

Quando no silêncio da noite
Uma vela se apaga
E se sente o arrepio,
De um luar gelado,
Na nossa pele.
Sabemos que estamos bem,
Estamos confortáveis,
Frios por fora, porém,
Aquecidos por algo que desconhecemos.
Sabemos que não estamos sozinhos,
Pois não?
Sentimos uma mão quente,
Que nos passa a sua palma suave
Pela nossa face, e nos diz:
- Dorme bem.
E então, sentimos uns lábios mornos.
São como a seda, num beijo,
São como o fogo, de um desejo,
É tudo aquilo que quero,
Aquilo que nunca vejo.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Feia flor

Uma flor, pediu à outra para definir a sua perfeição,
Qual foi o seu espanto quando reparou
Que no coração do seu botão,
Estava o sinal do Deus que tanto amou.
Por ser tão vaidosa, foi castigada.
Já não é amada
E na sua negra cor,
Não é bonita, mas ainda é uma flor.

Indiferença do mundo perfeito

Nada nos impede de acreditar em algo que não existe.
Mais do que sentir e ver aquilo em que acreditamos,
Devemos tentar perceber porque não vemos o que gostamos.
A partir daí, e do momento em que sabes que existes,
Deves agarrar a vida, com as duas mãos e não abandonar.
Não perder a esperança, mas deves chorar
Por quem não a tem.
Se todos se preocupassem,
E se este não fosse um mundo em que a indiferença governa
A morte não existiria e a vida, pintada d'ouro, seria eterna.

Preocupa-te com os outros, eles podem precisar de ti.